Significado de Ego

O que é - Ego

Ego é uma palavra que, em sua origem latina, significa “eu”, primeira pessoa do singular.

O que é ego?

O termo ego é utilizado na Filosofia, tendo o significado de “eu de cada um”, ou de algo que caracteriza a personalidade de cada indivíduo.

Além da Filosofia, ego também é um termo característico da Psicanálise e, e acordo com a teoria psicanalítica, o ego faz parte de uma tríade que compõe o modelo psíquico de cada pessoa, composta de ego, superego e ID. Enquanto o superego e o ID são conteúdos inconscientes, o ego é considerado o “defensor da personalidade”, impedindo que o conteúdo inconsciente assuma o lado consciente, sendo, então, um mecanismo de defesa da personalidade.

O ego é a imagem que uma pessoa tem de si mesma, é a parte que determina as ações e os instintos de um indivíduo diante do que ele recebe como manifestação do mundo real. Na concepção popular, ego é um termo que designa a extrema admiração de uma pessoa para consigo própria.

Sendo considerado a essência de um indivíduo, o ego é um conceito importante para o estudo de uma personalidade, tornando-se o fiel da balança do que uma pessoa quer e do que ela realmente tem, determinando os valores sociais que marcam a existência de uma pessoa.

O ego também tem como característica reunir os princípios básicos de cada indivíduo, que se formam desde princípio de sua vida, podendo ser considerado como o instinto que domina uma pessoa, um impulso natural dirigindo um indivíduo diante de situações desafiadoras, mostrando suas aptidões para a vida.

Esse instinto determinado pelo ego é que nos leva ao Eros, o amor pela vida, a integração com outras pessoas, o instinto de defesa e de preservação da situação existencial, ao contrário de Thanatos, que é a morte, a destruição.

O ego tem como uma de suas principais atribuições harmonizar os desejos que sentimos através do ID com a realidade do superego, suprimindo as vontades inconscientes para não receber os castigos provenientes da falta de controle emocional.

Com a contenção dos desejos e vontades, o ego é responsável pela capacidade de diferenciar aquilo que é possível do que é impossível diante da realidade que vivenciamos.

Ego e a Teoria de Freud

Segundo o Pai da Psicanálise, Sigmund Freud, o ego é um conjunto de hipóteses sobre o funcionamento do cérebro dos indivíduos, tomando como premissa o fato de que todo evento psíquico é determinado por eventos anteriores, o que leva à conclusão que, no mundo psíquico, não existem acasos.

A partir do conceito de Freud, o ego é o alicerce psicanalítico para descrever a psique, palavra que provém do hebraico e que significa alma, sendo este o elemento que existe em cada ser vivo, sendo o responsável pela capacidade de expressar as emoções.

O ego, portanto, é um elemento biológico e primitivo de nossa psique, atuando no inconsciente onde ficam reprimidos e guardados os traumas e desejos que deixamos escapar para o mundo, sempre motivados pelos eventos que marcaram nossa vida pregressa.

O ego nos permite sentir emoções boas e ruins, nos permite colocar uma máscara diante de situações que poderiam nos tornar vulneráveis, faz com que saibamos balancear a relação entre o princípio do prazer e o princípio da realidade e nos possibilita construir defesas para proteção contra o que nos ameaça, além de tornar possível a manifestação da libido.

Alter ego

Para Freud, o alter ego é o segundo eu, ou um “outro eu”, podendo ser considerado como uma segunda personalidade presente em um único indivíduo.

Um bom exemplo disso pode ser encontrado na literatura, quando a manifestação do alter ego de um autor se reproduz numa história contada sob o ponto de vista de outra pessoa, assumindo, dessa forma, uma personalidade diferente para produzir uma obra.

Porém, enquanto na literatura o alter ego pode se manifestar conscientemente, na psicanálise ele é considerado um sintoma patológico, podendo provocar o Transtorno Dissociativo de Identidade.

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