Significado de Filme A Origem

O que é Filme A Origem

A Origem é uma coprodução da Warner Brothers e Legendary Pictures, lançado em 2010, com direção Cristopher Nolan, que também assina o roteiro em parceria com seu irmão Jonathan. O filme conta com Leonardo Di Caprio no papel principal, além de nomes como Ken Watanabe, Marion Cottilard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt e Tom Hardy.

Foi o filme responsável por colocar Cristopher Nolan definitivamente entre os maiores diretores vivos de blockbusters da indústria americana.

Entre os seus filmes anteriores, já haviam algumas pérolas do cinema, como Amnésia e os dois primeiros filmes da trilogia Batman, sendo que The Dark Night, O Cavaleiro das Trevas, foi o primeiro deles a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria, enquanto A Origem arrecadou pouco menos de US$ 900 milhões.

Embora seus filmes venham fazendo muito sucesso, entre os críticos há algumas vozes dissonantes, e A Origem é o filme que começou esta divisão.

Resumo do filme A Origem

Em A Origem, Leonardo Di Caprio é Dom Cobb, um especialista em invadir sonhos para roubar segredos diretamente da mente de seus alvos.

A trama inicial é relativamente simples. Cobb está afastado de suas atividades criminosas, traumatizado pelo suicídio da esposa e fugindo da polícia.

Neste contexto, um empresário poderoso oferece a Cobb uma chance de redenção, caso consiga fazer algo inusitado e perigoso.

Em vez de extrair informações, ele deve inserir uma ideia na mente de um concorrente daquele empresário, para fazê-lo vender parte da empresa de sua família.

Até aí, embora haja o aspecto fantástico da inserção de ideias no subconsciente através dos sonhos, o roteiro básico segue uma linha similar à de filmes de assalto e redenção.

Mas, o que torna A Origem um filme único não é a máquina de invadir sonhos, e sim a construção de várias camadas narrativas, em temporalidades diferentes.

Como explica Cobb no filme, para inserir uma ideia com sucesso, é preciso fazer com que o alvo tenha aquela ideia por si mesmo, o que exige criar situações que o levariam a pensar daquela forma, plantando memórias falsas.

No entanto, há dois problemas: a ex-esposa de Cobb, que costuma aparecer em seus sonhos e atrapalhar suas operações, e o fato de que o alvo da vez teve seu subconsciente treinado para combater tentativas de invasão.

Este último fator faz com que a equipe encontre resistência armada já no primeiro sonho e decida entrar em outro sonho, dentro do primeiro e assim sucessivamente, até resolver o problema e conseguir implantar a ideia desejada.

Mas, o final do personagem de Di Caprio fica em aberto, com um truque narrativo que tem se tornado uma marca registrada do diretor e que precisamos explicar em separado.

Significado do filme A Origem

Com o suicídio de sua esposa e a fuga da polícia, Cobb acabou afastado de seus filhos e assombrado pela memória do passado.

Preso a sua tragédia familiar, vive uma existência dupla, parte no mundo real e parte em seus próprios sonhos, onde conversa com a projeção de sua esposa morta.

Para diferenciar a realidade do sonho, todos os invasores de sonhos precisam carregar consigo um totem, um objeto pessoal com características muito particulares.

No caso de Cobb, um peão de madeira, que apenas ele conhece a textura, o peso, a forma e outros detalhes.

A lógica disto é que, no mundo real, Cobb é capaz de perceber que não está sonhando pela forma como seu peão gira, quanto tempo leva para cair ou se não cai nunca.

Na última cena do filme, vemos Cobb livre da perseguição policial, tendo superado a morte da esposa e vivendo novamente com os filhos, em uma casa de campo.

Mas, no último corte, Cobb gira o peão sobre uma mesa e sai para brincar com os filhos, enquanto o peão segue girando, o filme acaba, sem que saibamos se aquilo é sonho ou realidade.

Segundo o próprio Cristopher Nolan, o significado desta cena é duplo. Primeiro, indicando que, para Cobb, não importava em qual plano estava, desde que pudesse estar em paz com os filhos.

Mas, de forma mais abrangente, a mensagem central do filme seria demonstrar que realidade e sonho não são planos opostos e inconciliáveis.

Ao contrário, são partes de uma mesma existência e, para cada um de nós, são igualmente importantes.

A crítica e sua análise do filme A Origem

Para a maioria dos críticos, A Origem é um excelente filme, mas, há uma pequena parte deles que vem se apegando a um aspecto que consideram problemático.

Uma das características dos filmes de Nolan é a insistência em explicar tudo muito claramente para o espectador.

São aqueles momentos em que Cobb (ou outro personagem) explica como funcionam os sonhos para outros personagens que, na realidade, já conhecem aquela informação.

É o que se chama de diálogo expositivo, ou seja, um diálogo que jamais ocorreria em uma situação real, mas que é colocado no filme para ajudar o espectador a entender a trama.

Para alguns críticos, Nolan exagera na dose, principalmente quando o filme se propõe a ser realista, ainda que trate de temas fantásticos.

Embora possa parecer pouco, este é um dos detalhes que atrapalharam A Origem no Oscar, quando recebeu 8 indicações, incluindo direção e roteiro original, mas ganhou apenas prêmios técnicos por som, efeitos especiais e direção de arte.

Por mais que o elenco e personagens do filme A Origem sejam carismáticos e bem representados, por melhor que seja a trilha sonora de Hans Zimmer e por mais que o público goste da história, a academia e parte da crítica costumam desvalorizar filmes que abusam de diálogos expositivos.

Por isso, a ficha técnica dos filmes de Nolan dificilmente é (ou será) acompanhada de prêmios como roteiro, direção, filme e ator ou atriz principal.

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