Significado de Maçonaria

O que é Maçonaria

Maçonaria é um termo com origem francesa, significando construção. A palavra maçom, em português, é proveniente do inglês “mason” e do francês “maçon”, cujo significado é pedreiro, ou construtor. Maçonaria é uma simplificação do original “franc-maçonnerie”, significando “associação de pedreiros”.

O que é maçonaria?

A maçonaria apresenta-se como uma sociedade discreta, com atos reservados, voltados exclusivamente para quem dela participa. Trata-se de uma sociedade universal, existindo em inúmeros países do mundo todo, cujos membros são voltados para a preservação do aclassismo, da humanidade, dos princípios de liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual.

Para os conceitos pregados pela maçonaria, todo homem é livre e possui originalmente bons costumes, não devendo haver distinção de raça, religião, ideal político ou posição social. As únicas exigências para que uma pessoa se candidate a membro da fraternidade são: possuir o espírito filantrópico, buscar sempre a perfeição e manter uma vida impoluta.

Os membros da maçonaria, ou maçons, se estruturam e se reúnem em células autônomas, que são chamadas de lojas, ateliers ou oficinas, sendo todas iguais em relação aos direitos e às honras e mantendo interdependência entre si.

Segundo estimativas, existem no mundo todo mais de 6 milhões de integrantes da maçonaria, com lojas espalhadas por todos os continentes. A maior proporção de maçons está nos Estados Unidos, seguidos pelo Reino Unido. O Brasil, ainda de acordo com as estimativas, possui mais de 200 mil maçons distribuídos por mais de 4.700 lojas no país todo.

Para se tornar membro da maçonaria não basta apenas a vontade e a iniciativa do candidato, sendo necessário um convite formal, que é obrigatório para que o neófito seja iniciado por outros maçons. Depois de sua iniciação, o novo maçom deve cumprir uma série de juramentos e obrigações para permanecer na ordem, havendo entre elas as esotéricas e simbólicas, além outras práticas, que devem ser levadas para sua vida pessoal e profissional, devendo continuar frequentando a loja maçônica e suas reuniões.

A maçonaria, na admissão de um neófito, também considera algumas qualidades específicas do candidato, como, por exemplo, acreditar na existência de um princípio Criador, denominado pelos maçons como G.A.D.U., ou Grande Arquiteto do Universo; ser um homem livre, de boa índole moral e praticante de bons costumes; ter consciência de suas obrigações para com a Família, a Pátria, para com seus semelhantes e consigo próprio; possuir uma profissão honrada, que lhe permita garantir suas necessidades pessoais e de sua família, além de disponibilizar meios para ajudar com as obras da fraternidade.

Para muitas pessoas, a maçonaria é relacionada com seitas ocultas, como o satanismo, ou mesmo a grupos secretos, como os illuminati. A pretensa ligação com o satanismo deve-se ao preconceito contra os maçons, provindo ainda do início da fraternidade, provocado pela Igreja Católica, que não conhecia e não entendia os princípios praticados pelos maçons. Os illuminati , por sua vez, funcionando como fraternidade oculta, são relacionados aos maçons em virtude das regras maçônicas e de seu determinismo para que o ser humano estabeleça uma nova ordem mundial, mais igual para todos as pessoas.

Nos tempos mais recentes, a maçonaria tem apresentado algumas evidências ao mundo laico, fora da fraternidade, mostrando que essas evocações são folclóricas, tratando-se de um grupo de pessoas que busca o que o ser humano tem de melhor para colocar em prol da sociedade.

Origem da maçonaria

A maçonaria e suas origens são envolvidas em mistério, sabendo-se que sua origem está na Idade Média, sendo uma sociedade secreta que chegou ao século XVII tendo o apoio de fundamentos da filosofia natural e mítico-alquímica, como se pode depreender do simbolismo ainda hoje mantido através de signos e números, como a tríade, o triângulo e o círculo.

Os primeiros maçons, reunidos em sua fraternidade, estabeleciam corporações privilegiadas, que mantinham-se longe de toda a regulamentação de sua época, preservando diversos segredos, inclusive os de sua profissão. A vinculação dos maçons com a profissão de construtor apresenta-se em sua própria terminologia, em seus objetos simbólicos, nos emblemas e rituais, como, por exemplo, o martelo, a paleta, o esquadro e o mandril, bem como na preservação dos graus do seus membros (mestre, companheiro e aprendiz).

A primeira Grande Loja Maçônica foi criada em 1717, na Inglaterra, unindo as quatro lojas londrinas, tendo um líder eleito e conhecido como Grão-Mestre. A maçonaria está aberta a todas as crenças religiosas, tendo se transformado num receptáculo da filosofia do iluminismo, tendo se espalhado rapidamente por todo o continente europeu.

A Igreja Católica proibiu as atividades da maçonaria em 1738 e 1751, através de decretos papais de Clemente XIII e Bento XVI, mas, apesar disso, no final do século XVIII, já existiam mais de 700 lojas maçônicas na França, agregando uma grande quantidade de nobres e de membros da classe média e do próprio clero.

Maçonaria e política

Embora não declarada oficialmente, a maçonaria teve grande influência em importantes acontecimentos políticos da América e da Europa. Na França, a Revolução Francesa utilizou o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, denunciando a participação dos maçons na queda da monarquia e, nos Estados Unidos, os principais personagens da Independência Norte Americana eram maçons, como George Washington e Benjamin Franklin, que inseriram na declaração de independência os princípios maçônicos, com símbolos que ainda se fazem presentes na nota de 1 dólar.

O processo de independência do Brasil também teve participação da maçonaria, sabendo-se, atualmente, que tanto José Bonifácio, o Patriarca da Independência, quanto Dom Pedro I, eram maçons, entre tantos outros nomes ilustres da história brasileira.

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